Porto Alegre – O senador Paulo Paim (PT/RS) disse ontem que está disposto a deixar a sigla se for obrigado pelo partido a votar o projeto de reforma da Previdência enviado pelo governo federal ao Congresso. Paim afirmou que se o projeto ficar exatamente como está “não tem como eu votar a favor dele. Acho que deve prevalecer a disciplina partidária também, mas chega um momento na vida que você fica entre o princípio e a disciplina. E entre os dois, eu fico com o princípio”.

O senador gaúcho disse que tomará a iniciativa de deixar o partido, não se submetendo à Comissão de Ética do comando nacional do PT, como ocorreu com o grupo de parlamentares radicais no Congresso. “Eu não vou nem me sujeitar à uma Comissão de Ética. É mais fácil eu me retirar, porque não me sujeito a coisa nenhuma e muito menos vou estar recorrendo a essa ou àquela instância. Eu votarei sempre numa linha de princípios. Espero não chegar isso acontecer. Mas entre disciplina e princípio, fico com o último”. Paulo Paim definiu como “delicadíssima” a situação entre os radicais e o comando do PT. Ele considera as relações entre os dois lados “muito tensionada” e criticou os radicais por acusarem o presidente Lula.