São Paulo – O Ministério Público de São Paulo concluiu que o Primeiro Comando da Capital usou computadores e papéis oficiais da Secretaria de Administração Penitenciária (SAP) para controlar a contabilidade do tráfico de dentro de penitenciárias do Estado. Promotores do Grupo de Atuação Especial de Repressão e Combate ao Crime Organizado (Gaerco), de São José do Rio Preto (SP), mostraram à imprensa documentos que comprovariam o uso de papel timbrado, com todas as movimentações do tráfico, impresso em computadores da Penitenciária de Segurança Máxima Nestor Canoas (P-1) de Mirandópolis. ?É de causar espanto que documentos apreendidos na Penitenciária Nestor Canoas, de Mirandópolis, revelem a contabilidade do tráfico, reproduzida em computador do estabelecimento?, diz.

Os documentos estão anexados nas alegações finais do processo em que os promotores pedem à Justiça a condenação de 117 integrantes de quadrilha liderada por traficantes do PCC, que comandavam a venda de drogas e de veículos roubados de dentro das penitenciárias de Mirandópolis, Valparaíso e Lavínia.