O diretor de Exploração e Produção da Petrobras, Guilherme Estrella, negou-se nesta terça-feira (22) a fazer qualquer previsão sobre o volume de gás natural encontrado no bloco BM-S-24, chamado de Júpiter, e localizado na camada pré-sal na Bacia de Santos. Segundo ele, qualquer previsão neste momento seria "leviandade e irresponsabilidade". "O único detalhamento que temos é o que foi informado ao mercado: que as acumulações estão a mais de cinco mil metros de profundidade, e que há uma espessura em torno de 120 metros de gás", disse.

Segundo ele, a semelhança com o megacampo Tupi, até o momento, se deve principalmente ao tamanho da área, que possui 1,2 mil quilômetros quadrados. O diretor explicou que a impossibilidade de fazer previsão se deve ao fato de a Petrobras ter sido obrigada a retirar a sonda do bloco de Júpiter, porque ela havia chegado ao seu limite operacional e estava com uma parada programada para manutenção. "Se insistíssemos com ela, poderíamos estar atentando contra a segurança do empreendimento" disse.

O recolhimento às docas desta sonda, para a manutenção, deve ocorrer até o final de 2008, quando a Petrobras pretende retomar as perfurações em Júpiter. Não está descartada, porém, uma reorganização do cronograma das sondas da empresa para priorizar as áreas localizadas na camada pré-sal.