Várias pequenas explosões foram feitas nesta segunda-feira (2) dentro do prédio da Polícia Federal (PF) em Manaus para destruir materiais com potencial explosivo encontrados no domingo (1º) por peritos criminais. O material detonado estava a cerca de dez metros de distância do laboratório onde morreram três peritos na sexta-feira e no sábado, depois de explosão de um suposto material camuflado para esconder cocaína. A informação é do superintendente da corporação no Amazonas, Sérgio Fontes, que disse ainda que o material encontrado seria o mesmo usado na fabricação de fogos de artifício e de bombas de pesca feitas artesanalmente.

A direção nacional da PF enviou sábado para Manaus sete peritos em explosivos para investigar as causas da explosão que causou a morte de Antônio Carlos Oliveira, Maurício Barreto da Silva Júnior e Max Augusto Neves Nunes. O agente que sobreviveu, Marco Antônio Motta Ferreira, está recebendo tratamento psicológico para que tenha condições de depor.

Várias hipóteses estão sendo cogitadas, informou Fontes. “Não podemos descartar nada: armadilha, atentado, procedimento indevido, o que for, mas não há o que especular agora. Até a quarta-feira deveremos ter um relatório preliminar”, disse. “Um depoimento importante a colher é do único sobrevivente, embora pelas primeiras informações ele não tenha tido condições de ter visto o que ocorreu”.