Brasília – Ao mesmo tempo em que articula a substituição do ministro da Previdência Social, Amir Lando (RO), por outro senador do PMDB, a cúpula governista do partido está abrindo negociação com o Palácio do Planalto para tentar pacificar a legenda. A idéia dos governistas é fazer uma parceria com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para rachar a ala oposicionista, isolando o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (PMDB-RJ). Porém, o enfraquecimento daquele que é considerado o ?inimigo nº 1 do Planalto? tem preço: o governo terá de abrir espaço a indicações de rebeldes do PMDB para cargos do segundo e terceiro escalões em Brasília e nos estados. Só assim a cúpula governista acredita que a tática da pacificação interna, que também passa por um acordo entre a ala oposicionista do presidente nacional do partido, deputado Michel Temer (SP), e o grupo governista do líder na Câmara, José Borba (PR), vai funcionar.

Para pôr fim à disputa pelo comando partidário e pela liderança do PMDB na Câmara, os governistas costuram um acerto político que dará garantias a Temer e Borba de se manterem em seus postos por mais um ano. Dessa forma, Temer completaria seu mandato à frente da direção partidária, sem sobressaltos.