A Polícia Civil do Amazonas deflagrou no início da manhã de hoje a operação “Estocolmo” para combater a exploração sexual de crianças e adolescentes, em Manaus. Entre os suspeitos, inclusive de crime de pedofilia, há empresários, políticos e estrangeiros.

Cerca de 150 policiais estão envolvidos na operação para cumprir mandados de prisões e de busca e apreensão. A Polícia Federal apoia a ação.

A reportagem apurou que um dos empresários envolvidos no caso, que é do ramo de educação do Amazonas, conseguiu autorização da Justiça para ter acesso ao inquérito policial da operação, aberto pela Delegacia Especializada em Proteção a Criança e ao Adolescente.

A decisão aconteceu na última terça-feira, o que pode evidenciar um vazamento de informações. O Ministério Público do Estado do Amazonas se posicionou contrário à decisão.

Procurada, a delegada Linda Glaucia de Moraes informou que os nomes dos suspeitos da operação estão em segredo de Justiça e, portanto, não poderia comentar a decisão que autorizou o acesso às informações do inquérito policial.

O nome da operação é uma referência a Síndrome de Estocolmo na qual pessoas que, tendo vivido em cativeiro, adquiriram sentimento de amor pelos seus sequestradores.