A polícia procura imagens de vídeo do dia da morte da menina Isabella, de 5 anos, para verificar qual a roupa que o pai, Alexandre Carlos Nardoni, de 29 anos, usava no dia do crime. Os peritos e investigadores querem saber quando ele usou a camiseta e a camisa encontradas com manchas de sangue no apartamento de uma irmã de Alexandre, ao lado do imóvel em que o crime ocorreu. A menina morreu ao cair do 6º andar do prédio onde mora o pai e a madrasta, Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 24 anos, e dois filhos do casal.

Esta semana, os peritos vão verificar de quem é o sangue encontrado nas roupas. Para tanto, será feito o exame de DNA no material apreendido. Com o seqüenciador automático de DNA, os peritos do Instituto de Criminalística (IC) esperam concluir os exame em dois dias. ?Essa é uma prova importante para o caso?, afirmou o promotor Francisco José Taddei Cembranelli, do 2º Tribunal do Júri de São Paulo.

As roupas com sangue foram encontradas na quinta-feira à noite, quando os peritos criminais voltaram ao Edifício London, na Vila Mazzei, zona norte de São Paulo, para exames complementares. Para encontrar imagens de Alexandre no dia do crime, os policiais vão procurar em prédios e restaurantes que possam ter filmado o pai da menina no dia 29.

Para o promotor, sem essas respostas e os resultados dos outros laudos do IC e do Instituto Médico-Legal (IM) sobre o caso não faz sentido interrogar novamente Alexandre e sua mulher Anna Carolina Trotta Peixoto Jatobá, de 23 anos. Ela e o marido estão presos desde a quinta-feira, depois que tiveram a prisão temporária por 30 dias decretada pela Justiça. Além dos exames de DNA, a promotoria aguarda as conclusões dos exames do local do crime e da causa da morte de Isabella. Sabe-se, por exemplo, que a menina sofreu asfixia e seu corpo apresentava sinais de espancamento – hematomas, lesão cervical e pequena hemorragia cerebral.