Brasília – A força tarefa criada pelo governo federal para combater o crime organizado, contrabando e tráfico de droga em Rondônia, começou ontem a montar três barreiras nas entradas da terra indígena Roosevelt, em Espigão do Oeste. Os índios cinta-largas que saírem das aldeias vão ser revistados. Se forem encontrados diamantes com eles, os índios serão presos. A reserva indígena possui uma jazida que movimenta R$ 40 milhões por mês. Os índios vendem as pedras para? contrabandistas e brigam com os garimpeiros. Em Brasília, após mais de uma hora ouvindo reivindicações de representantes de 35 tribos indígenas, o ministro da Justiça, Márcio Thomaz Bastos, admitiu ontem ter “há muito tempo” informações de que os 29 garimpeiros mortos em Rondônia corriam riscos. A Polícia Federal trabalha com a hipótese de que foram mortos por índios da tribo cinta-larga, em Espigão d?Oeste (534 km de Porto Velho). O ministro disse que esperava maior rapidez na resolução dos problemas, mas que “nem tudo caminha como se quer”.