A rebelião dos detentos do presídio Professor Aníbal Bruno, foi contido durante esta madrugada. Iniciado no domingo, o movimento dos detentos já causou a morte de três presos e ferimentos em pelo menos 42 pessoas, segundo informações do coronel Isaac Wanderley, superintendente de Segurança Penitenciária do local. O novo motim, que começou ontem à noite envolveu cerca de 2.300 presos, que foram contidos durante a madrugada por agentes penitenciários, tropa da polícia militar e pela Companhia Independente de Operações Especiais (CIOE).

A primeira rebelião começou por volta das 16 horas do domingo e só terminou às 22h30 com a morte de um detento. A segunda teve início, menos de 24 horas depois, no começo da manhã de ontem. Uma comissão formada por cinco detentos foi recebida ontem à tarde pelo secretário de Ressocialização de Pernambuco e ficou acertado que os presos não voltariam a se rebelar, mas o acordo não foi cumprido e, durante a noite, outros dois detentos foram mortos pelos companheiros.

Os nomes dos presos mortos ainda não foram informados. De acordo com a polícia, eles seriam detentos do pavilhão "N" que tentaram invadir o pavilhão "I" e foram mortos a pauladas no local, antes que a polícia entrasse na unidade para conter a briga.

Segundo o coronel, os presos reivindicam entrada de crianças nos dias de visita às quartas-feiras, o que não é permitido por ser dia de visita íntima dos presos, agilidade nos processos e a liberação da entrada dos visitantes sem prévio cadastro.