A polícia procura testemunhas que indiquem como se deu o ataque ao ortopedista Lídio Toledo Filho, filho do ex-médico da seleção brasileira de futebol Lídio Toledo, e à sua mulher, a professora Cilene Trajano, no Alto da Boa Vista (zona norte do Rio), na noite de 31 de dezembro. Moradores contaram que assaltantes dispararam contra o carro do casal depois que o ortopedista avançou sobre as motocicletas em que eles estavam, numa reação ao assalto. Toledo Filho continua internado em estado grave no Hospital Samaritano.

Conforme estes relatos, o médico e a mulher – que iam para uma festa de réveillon na Barra da Tijuca – foram baleados por um assaltante, supostamente menor de idade, que fora atropelado por ele ao cair da moto e se enfurecera. Um comparsa preferiu fugir. Pouco depois, outros dois assaltantes, chamados a dar cobertura, teriam aparecido para resgatar a moto, que fora parar debaixo do automóvel da vítima. O grupo seria do Morro do Andaraí.

O delegado Walter Alves Oliveira, da delegacia da Tijuca, disse que ouvirá a primeira testemunha ainda hoje, mas não quis revelar de quem se tratava. Um porteiro que estava de plantão no momento do crime já foi chamado, mas contou não ter conseguido visualizar os criminosos porque estava muito escuro. O depoimento mais importante, destacou o delegado, é o das vítimas. Cilene, de 33 anos, alvejada por dois tiros no tórax, encontra-se fora de perigo num quarto do Hospital da Ordem Terceira de São Francisco da Penitência e poderá prestar informações importantes.

O quadro de Toledo Filho, ferido no tórax, braço e pescoço, é bem mais grave. De acordo com boletim médico divulgado ao meio-dia e assinado por um ortopedista e um clínico geral, ele permanece no Centro de Terapia Intensiva do Samaritano, onde foi submetido a uma cirurgia para estabilização da coluna. O paciente, que tem 35 anos, está sedado e respira com a ajuda de aparelhos.