Sindicatos e associações de policiais civis em greve desde 16 de setembro fizeram uma manifestação no centro de São Paulo e decidiram aumentar a pressão sobre o governo do Estado. Sete mil policiais civis, segundo os organizadores – e mais de 3 mil, de acordo com a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) -, fizeram uma caminhada que começou na Praça da Sé e seguiu até a sede da Delegacia-Geral de Polícia, na Rua Brigadeiro Tobias, passando pela Secretaria da Segurança Pública.

?A quantidade de pessoas na manifestação é importante para mostrar que o movimento não tinha fins eleitoreiros. Queremos ver agora qual vai ser a desculpa do governador (José Serra)?, repetia o presidente do Sindicato dos Investigadores da Polícia Civil, João Rebouças. Nos próximos dias, os grevistas prometem marcação cerrada na agenda do governador, seguindo a estratégia dos manifestantes de Bauru, no interior paulista. Na sexta-feira (24), policiais civis interpelaram o governador em visita à cidade. Segundo políticos locais, houve até agressões por parte dos manifestantes. Os policiais negam.

Na quarta, representantes de sindicatos e associações de todo o Brasil prometem uma paralisação nacional em apoio ao movimento paulista. E está marcada para quinta-feira uma audiência pública na Assembléia Legislativa de São Paulo para discutir com os deputados projetos para a reforma da polícia. Os sindicalistas defenderam que haja nova manifestação na frente do Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do Estado, se as propostas de reajuste não avançarem na Assembléia. Procurados pela reportagem, outros líderes se mostraram contrários. A falta de um comando único é uma das queixas do governo estadual na hora de negociar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.