Rio – O secretário de Segurança Pública do Rio, Anthony Garotinho disse que policiais do 16° Batalhão de Polícia Militar, acusados de espancamento e extorsão a moradores de Parada de Lucas, zona norte do Rio, forjaram um auto de resistência para explicar a morte de Leandro dos Santos, hoje, às 6:30, quando saía de casa.?Ele foi abordado pelo mesmo grupo de policiais que havia acusado e foi brutalmente assassinado. Foi montada uma cena para dizer que era um auto de resistência. Foi colocada uma arma calibre 38, com a numeração raspada, para dizer que ele havia reagido.?

Estão sendo acusados 1 tenente, 4 sargentos e 5 soldados. O comandante do Batalhão, coronel Lourenço Pacheco, que foi exonerado, está preso no Quartel Geral da Polícia Militar do Rio. O secretário Anthony Garotinho disse que ele foi afastado por defender os policiais negando a participação deles tanto nos espancamentos como nas extorsões. Garotinho informou que mesmo sabendo que estava exonerado, o coronel Pacheco compareceu à 5ª Delegacia portando um fuzil e ainda se envolveu em agressões a jornalistas que trabalhavam no local.

Os dez policiais prestaram depoimento na 38ª Delegacia de Polícia, tiveram as armas apreendidas e foram autuados como homicídio qualificado.

Leandro dos Santos, morto hoje com dois tiros, segundo o secretário, era um dos 4 moradores que ontem tinham prestado depoimento e confirmando a denúncia já apresentada à Inspetoria de Polícia do Rio, de participação dos policiais nos crimes.