O líder do governo no Senado, Romero Jucá (PMDB-RR), admitiu nesta quarta-feira (21) que o Congresso será autoconvocado no período de 22 a 31 de dezembro para possibilitar a votação da prorrogação da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF) e do Orçamento de 2008. A expectativa de Jucá é votar a CPMF em primeiro turno entre os dias 12 e 14 de dezembro e, 15 dias depois, o segundo turno. Por sua vez, senadores da oposição vão tentar esticar ao máximo a votação e, inclusive, levá-la para 2008.

Se isso acontecer, o governo terá perdas financeiras, pois não contaria com a arrecadação do chamado imposto do cheque já estimado no Orçamento do ano que vem. Apesar da desarticulação da base do governo, Jucá mostra-se otimista. Ele acha que hoje os governistas estarão em plenário para desobstruir a pauta e começar a contar prazo de cinco sessões destinado à discussão da emenda da CPMF. A proposta foi aprovada há nove dias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e não pode entrar em discussão porque a pauta do Senado está trancada por medidas provisórias (MP).

A queda-de-braço entre governo e oposição deve ser mantida no plenário. O presidente do PSDB, senador Tasso Jereissati (CE), afirmou hoje que a oposição deve esticar ao máximo a sessão com discursos e questão de ordem.