Belo Horizonte – Depois de permanecer desaparecido por mais de dois dias e mobilizar uma megaoperação policial e política, envolvendo inclusive a Presidência da República, o prefeito de Ipatinga (MG), Francisco Carlos Delfino (PT), o Chico Ferramenta, 41 anos, divulgou nota oficial ontem na qual informa que, “por orientação médica” se licenciou do cargo por “breve período”. Após o sumiço, o prefeito foi localizado no final da tarde de quarta-feira num hotel, no centro da capital mineira.

Na nota divulgada pela assessoria de imprensa da Prefeitura de Ipatinga, Ferramenta agradece as manifestações de solidariedade do povo da cidade do Vale do Aço mineiro e em especial, à sua mulher, a deputada estadual Cecília Ferramenta (PT), “por sua atitude exemplar e apoio insubstituível” e a quem pediu desculpas públicas.

A atitude causou constrangimento entre os colegas de partido, que, durante a ausência não explicada de Ferramenta, chegaram a cogitar que o prefeito poderia ter sido vítima de crime político. O episódio deverá ser tratado em reunião extraordinária do diretório estadual do partido.

O líder do PT na Assembléia Legislativa de Minas Gerais, deputado Rogério Correia, cobra explicações de Ferramenta, mas descarta, a princípio, que o prefeito seja alvo de algum tipo de punição. “Não há hipótese de punição. Acho que ele próprio pode prestar esclarecimentos. É uma situação difícil para ele também”.

Mulheres

De acordo com funcionários do hotel Sol Meliá, Ferramenta hospedou-se na madrugada de terça-feira, no apartamento 902. O prefeito fora visto pela última vez na tarde do dia anterior, bebendo cerveja em um restaurante nas proximidades de sua casa, no bairro Santo Agostinho.

Segundo a imprensa local, supostas garotas de programa que estiveram com o prefeito na segunda-feira, foram ouvidas no Departamento Estadual de Operações Especiais (Deoesp) da Polícia Civil. Familiares do prefeito mantiveram o silêncio, ontem, em relação ao caso. No comunicado, Ferramenta considera o episódio encerrado.