Brasília – Uma ação incomum está tramitando em Mandaguari, no Paraná. O prefeito Ari Stroher (PMDB), está propondo ação civil de responsabilidade por ato de improbidade administrativa contra o juiz Devanir Cestari, a promotora Maria Sônia Freire Garcia e a ex-prefeita Maria Inês Botelho.

Segundo a ação, os requeridos, atuando em conjunto, consciente e voluntariamente, “praticaram atos de improbidade administrativa que resultaram em enriquecimento ilícito e prejuízos para o erário público municipal, além de atentarem contra os princípios da administração pública”.

Os atos de improbidade seriam desvio de verbas públicas para custear vantagens, pelo município, por determinação da ex-prefeita, como pagamento de aluguel, tarifas telefônicas e vigilância para a residência particular do juiz e da promotora. A situação teria terminado em abril de 2001, quando o prefeito, advertido pela sua assessoria, teria determinado que fossem suspensos os pagamentos.

De acordo com a ação, o município teria pago irregularmente em favor de Cestari R$ 27.834,66, valor que, corrigido até outubro de 2004 somaria R$ 59.688,75. Já as despesas com tarifas telefônicas, em valores corrigidos, teriam somado R$ 711,95, além de outros R$ 86.856,66 a título de gastos com vigilância. Em favor da promotora Maria Sônia, o Município teria pago, em valores corrigidos, R$ 46.653,53 com vigilância. As informações são do site Infojur.

Stroher conseguiu se reeleger na eleição de 3 de outubro com 7.626 votos (38,74% do total). Ele também foi presidente da Associação dos Municípios do Setentrião Paranaense (Amusep).