O presidente do Diretório Estadual do PT de São Paulo, Paulo Frateschi, defendeu hoje o sigilo nos depoimentos das testemunhas convocadas para depor na Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara de Santo André  no Grande ABC (SP), que investiga as denúncias de propinas supostamente pagas durante a gestão do ex-prefeito Celso Daniel, assassinado em janeiro.

?O PT sempre defendeu atuação parlamentar de portas abertas. Mas é preciso que estabeleçam regras, pois, na Justiça, o processo que investiga as acusações corre em segredo?, argumentou. 

?A principal testemunha (o médico oftalmologista João Francisco Daniel, irmão de Celso Daniel) fala que ouviu falar, mas não aponta quem falou, ou seja, quando é para criticar o PT tudo vale, mas o PT tem de utilizar outras regras quando se defende.? Frateschi admitiu ?que possam ter ocorrido desvios? na cidade. 

?Mas o caso só chegou a essa dimensão porque atingiu a direção do PT, com o envolvimento do nome de José Dirceu (presidente nacional do partido e deputado por São Paulo). Sobre isso não há sequer a sombra de indícios que prove alguma coisa, a não ser um diz-que-me-diz-que.?