Brasília – O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), afirmou que está sendo usado como ?cortina de fumaça?, que as acusações contra ele são veiculadas pela imprensa com o intuito de ocultar outros fatos de maior interesse para o cidadão. Renan também comentou o pedido de abertura de inquérito contra ele enviado nesta segunda-feira (6) ao Supremo Tribunal Federal (STF).

?O que todo mundo está querendo saber é por que essa revista [Veja] está me pegando como cortina de fumaça. Fica discutindo coisas menores, que não interessam à sociedade, quando deixa na obscuridade um negócio de R$ 1 bilhão, que é a venda da TVA, que é da Editora Abril, a uma empresa internacional. É isso que interessa à sociedade e precisa ser discutido?, afirmou Renan.

A Editora Abril publica a revista Veja, que apresentou a primeira denúncia contra Renan Calheiros no dia 30 de abril. Segundo a reportagem, o presidente do Senado tinha contas pessoais pagas por um funcionário da construtora Mendes Júnior Cláudio Gontijo para pagar pensão da jornalista Mônica Veloso, com quem teve uma relação extraconjugal e uma filha.

Posteriormente, a revista acusou também o senador de possuir fazendas e uma empresa de comunicação em nome de "laranjas" e de fazer lobby para a cervejaria Schincariol, que, em troca, teria comprado uma fábrica de refrigerantes pertencente a seu irmão Olavo Calheiros por um valor fora da realidade de mercado. Renan Calheiros, que enfrenta um processo por quebra de decoro parlamentar, nega todas as acusações.