O presidente do Senado, senador Renan Calheiros (PMDB-AL), disse que se antecipou ao Conselho de Ética e já apresentou os documentos que, segundo ele, comprovam que não usou dinheiro de um lobista da empreiteira Mendes Júnior para pagar despesas pessoais. O Conselho de Ética havia anunciado que solicitaria a Calheiros os documentos para que a Polícia Federal possa analisá-los e aprofundar a perícia parcial feita nas notas fiscais e recibos de venda de gado de fazendas de Calheiros em Alagoas.

"A minha defesa está aqui. Isso vai demonstrar que estou com a razão", afirmou o presidente do Senado, exibindo cópias de documentos já enviados ao Conselho. "As provas demonstrarão sobejamente minha inocência", insistiu. O senador reclamou da atuação do Conselho, que, segundo ele, até agora teria ignorado os documentos apresentados.

"Em nenhum momento eu pedi o direito de presunção da inocência. Eu inverti o ônus da prova. Eu sempre fiz a prova contrária. Em algum momento, isso vai aparecer. As provas vão aparecer no Conselho, ou no plenário do Senado", completou, dando a entender que, se o processo contra ele por quebra do de decoro parlamentar chegar ao plenário, os papéis que apresentou seriam suficientes para provar sua inocência.

Calheiros fez essas declarações após os relatores do Conselho de Ética informarem que até terça-feira terão concluído o levantamento dos tipos de documentos que solicitarão a Calheiros para serem usados pela Polícia Federal aprofundar a perícia.