Dezessete pessoas foram presas ontem em Macapá (AP) acusadas de pertencer a uma quadrilha de assaltantes comandada por detentos do Instituto de Administração Penitenciária do Amapá (Iapen). Cerca de 85 policiais federais, civis e militares deflagraram a Operação Alça de Mira e cumpriram seis mandados de busca e apreensão e 11 de prisão preventiva expedidos pela 4ª Vara Criminal de Macapá.

Todos os mandados de prisão foram cumpridos, sendo quatro dirigidos a criminosos já internados no Iapen. Além das prisões preventivas, foram realizadas mais seis prisões em flagrante por posse de armas de fogo e entorpecentes, encontrados nas casas revistadas.

Durante dois meses de investigações feitas pela Delegacia de Combate ao Tráfico de Armas da Polícia Federal do Amapá, foi identificado o modo de operação da quadrilha: um grupo de presidiários comandava o grupo e determinava assaltos por meio do uso de telefones celulares.

Do lado de fora, as namoradas e companheiras desses presos eram responsáveis, segundo a polícia, pela logística dos crimes, fornecendo armas e munições, escolhendo alvos, guardando o produto do crime, escondendo foragidos e arregimentando os executores. Por fim, um terceiro grupo de homens jovens realizava os assaltos. Foram apreendidos cerca de R$ 41 mil e cerca de 11.700 euros, cinco armas e um silenciador.