São Paulo (AE) – No dia 13 de maio de 2000, o são-paulino Allan de Almeida, de 22 anos, foi assassinado a tiros numa briga com a torcida do Santos. Quase sete anos depois, dois homens acusados do homicídio foram finalmente presos. Outros três, apontados como co-autores do crime, terão prisão preventiva pedida pelo Ministério Público de São Paulo nesta semana.

Marcos Paulo Dias de Almeida e Márcio do Carmo Ramos foram presos em janeiro, após seis anos e oito meses de investigação. Os dois pertencem à Torcida Jovem, do Santos, e estão em locais separados, para não poderem se comunicar.

?Não alivia em nada a minha dor, porque nada disso vai trazer meu filho de volta?, disse Maria de Lourdes Almeida, mãe de Allan, ao saber que os homens acusados de matar seu filho haviam sido presos. ?Mas alguém tem de pagar. Poderiam ter brigado com ele, ter batido… Mas atirar pelas costas, como fizeram, foi muita covardia.?

Naquele sábado à tarde, Allan viajava num ônibus da Torcida Independente rumo à Vila Belmiro, onde o São Paulo enfrentaria o Santos pelo Paulistão. No quilômetro 52 da rodovia Anchieta, em Cubatão, ônibus das torcidas dos dois times se encontraram. Houve confusão e tiroteio. Allan tomou três tiros; o último deles, fatal, nas costas.

As investigações se arrastaram por seis anos em Cubatão. E só foram concluídas depois que passaram para a Delegacia de Crimes Raciais e Delitos de Tolerância, na capital paulista.