Rio – Pressionado pelo Ministério da Saúde (MS) que exigiu a exoneração de todos os funcionários que ocupam cargos de chefia no Instituto Nacional do Câncer, o diretor-geral do Inca, Jamil Haddad, pediu demissão ontem pela manhã. “Depois da solicitação para que eu demita toda a estrutura funcional, não me sinto em condições de continuar à frente da instituição”, afirmou ao anunciar sua saída do instituto. Haddad nomeou seu chefe de gabinete, o médico Walter Roriz, para ocupar interinamente o cargo até que o ministro Humberto Costa escolha o próximo diretor-geral. O ministério também vai enviar ao Rio três técnicos para apurar o que está causando a falta de, pelo menos, 90 tipos de medicamentos que são doados regularmente aos pacientes do hospital. “Se realmente há desabastecimento dos estoques, o motivo não é financeiro, porque dinheiro não falta. Os motivos são de ordem administrativa e vamos ter que descobrir o que aconteceu”, disse o secretário de Atenção à Saúde, Jorge Solla, que foi enviado pelo ministro ontem ao Rio. A demissão de Haddad agrava ainda mais a crise iniciada na sexta-feira, quando cinco diretores de unidade entregaram seus cargos. Eles acusaram a coordenadora de Administração, Zélia Abdulmacih, de ser a responsável pela falta de medicamentos.