Durante todo o ano de 2020, o Brasil registrou a morte de 457 grávidas. Em 2021, apenas entre os meses de janeiro a maio, o número de óbitos chegou a 642. Os dados são do Observatório Obstétrico Brasileiro Covid-19 (OOBr Covid-19), e foram atualizados na quinta-feira (13). As informações são da Agência Brasil.

O aumento nos casos se deve, principalmente, à Covid-19 e ao acesso à saúde. No início da pandemia, uma em cada cinco gestantes e puérperas que morreram por complicações do novo coronavírus não teve acesso a unidades de terapia intensiva (UTI), segundo o Observatório. Ainda, 33% das gestantes não foram intubadas.

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De acordo com Rossana Pulcineli Vieira Francisco, criadora do OOBr Covid-19 e presidente da Associação de Obstetrícia e Ginecologia de São Paulo (Sogesp), o Brasil tem demonstrado dificuldade para estruturar uma rede de atenção à gestante e à puérpera acometidas pela Covid-19.

“Quando falamos sobre UTI, é difícil ter serviços estruturados em hospitais onde podemos ter essas pacientes assistidas por obstetras especializados em gestação de alto risco e equipe de intensivistas trabalhando juntos para que essa atenção possa ocorrer da melhor forma”, explica, em entrevista à Agência Brasil.