Professores da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo decidem manter a greve iniciada há uma semana. A decisão foi feita em votação na noite de hoje em auditório da universidade.

Os professores ainda se comprometeram a defender judicialmente todos os funcionários da instituição, caso eles tenham o cargo ameaçado.

O movimento protesta contra a decisão do cardeal dom Odilio Scherer, grão chanceler da universidade, que escolheu como reitora a professora Anna Maria Marques Cintra, terceira colocada na eleição deste ano. O regulamento prevê que a escolha final cabe ao cardeal, mas, tradicionalmente, desde 1980 o primeiro da lista era o nomeado.

Os grevistas querem que o cardeal mude de posição para que “a vontade da comunidade universitária seja respeitada” ou que a candidata escolhida não assuma o cargo.

A reportagem não conseguiu entrar em contato com Cintra. Um texto distribuído pelos apoiadores dela diz que a escolha do cardeal foi “legítima” por estar na regra da disputa e que, mesmo em terceiro na lista, ela foi a mais votada entre os professores.

A PUC informou que os três candidatos “são da mais alta grandeza acadêmica, mas que a escolha respeita o estatuto da universidade”. Afirmou também que o período é de realização de vestibular e avaliações acadêmicas e que “eventuais paralisações tendem a prejudicar os alunos e toda a comunidade”.