A Voz do Brasil está no ar há mais de 70 anos e é transmitida diariamente  às 19h por todas as rádios do País. No entanto, o Projeto de Lei nº 595, de 2003, que deverá ser votado até o próximo mês, altera a hora de veiculação do programa, dando mais flexibilidade às emissoras.

Segundo o deputado federal André Vargas (PT-PR),  que também é presidente da Frente Parlamentar da Mídia Regional, a ideia é que a Voz do Brasil passe a ter horários diferenciados nas rádios, podendo ser transmitida  entre às 7h e às 22h. O deputado diz ainda que isso se justifica pelo fato de que a Voz do Brasil foi lançada na época em que o Rádio era o maior meio de comunicação.

“A sociedade também possuía uma outra dinâmica. Hoje, as pessoas buscam alternativas  de entretenimento  além do rádio, a televisão e internet. Portanto a partir da aprovação do PL 595, de 2003, que deverá ocorrer nos próximos dias, o programa poderá ser apresentado das 7h até às 22h. Logo, as rádios terão uma flexibilidade para transmitir a Voz do Brasil. Mas todos os dias terá o programa, que é importante para a informação cidadã, sobre o legislativo, o judiciário e o executivo”.

Com a mudança as rádios não serão mais obrigadas a transmitir a Voz do Brasil às 19h, mas terão a obrigatoriedade de anunciar às 19h, qual o horário que o programa será transmitido. “Isso vai aumentar também a audiência da Voz do Brasil, pois aquele que perdeu de ouvir em horários diferentes em outras emissoras”, observou Vargas.

Segundo Vargas a aprovação deste projeto é conquista da democracia e a valorização do rádio. “É uma aposta que nós trabalhos com as emissoras de rádio para que elas possam também ter essa flexibilidade dentro da sua programação e para que as pessoas possam ter acesso a Voz do Brasil mesmo que tenham perdido o horário e ou não tenham condições de ouvir às 19h”.

Vargas informou ainda que as medidas provisórias trancam a pauta do dia, mas que ele conversou pessoalmente com o presidente Marco Maia, solicitando a inclusão do Projeto de Lei nº 595, de 2003 na pauta e que o mesmo deverá ser votado até outubro, na sequência deverá ser sancionado pela Presidência da Republica e então passa a valer a regra.

O deputado ressaltou que o governo é favorável ao PL por entender que os tempos mudaram, os meios de informação mais acessíveis, não tendo motivo de ter uma obrigatoriedade, pois hoje as pessoas sabem da importância do programa.

“É a hora em que as pessoas ficam sabendo das ações do governo, das ações dos parlamentares, das ações do judiciário, das decisões tomadas, dos recursos que são destinados para cada município. O programa é puro serviço público, então, como as próprias rádios são empresas de concessões públicas, é importante que tenham esse espaço para utilidade publica”, finalizou.