O promotor Henry Wagner de Castro exibiu hoje, durante julgamento do desaparecimento e morte de Eliza Samudio, o álbum de fotografias do filho dela encontrado nas imediações do sítio do goleiro Bruno, o suposto mandante do crime.

Na réplica dos debates entre acusação e defesa, o promotor citou que o álbum foi encontrado pela reportagem da Folha de S.Paulo em julho de 2010, com fotos queimadas, e entregue à Polícia Civil. Segundo o promotor, as imagens de Bruninho são as mesmas encontradas no computador de Eliza. Ele exibiu aos sete jurados (seis mulheres e um homem) as fotos queimadas e as do computador.

Na ocasião, a polícia informou que o álbum não tinha sido localizado pelos investigadores porque a área do sítio é muito grande e, quando houve buscas na propriedade, o foco era achar o corpo de Eliza.
As fotos foram encontradas em 10 de julho de 2010. Era um álbum de fotos de um bebê parcialmente queimadas, a três metros da cerca do sítio de Bruno.

Na ocasião, a reportagem enviou ao pai de Eliza, o empresário Luís Carlos Samudio, em Foz do Iguaçu (PR), cópias das fotos. Ele disse que as fotografias eram de seu neto, o filho de Eliza.