Brasília

(AE) – A posição fortemente protecionista dos Estados Unidos preocupa a diplomacia brasileira. A avaliação dos negociadores é que os americanos produziram retrocessos ao adotar as salvaguardas ao aço, pois iniciaram uma onda de protecionismo no mundo. Na mesma direção, o Congresso dos EUA aprovou a Farm Bill, uma lei que aumenta subsídios para a agricultura. A conseqüência foi o reforço da posição dos europeus em favor dos subsídios. Além disso, tudo indica que o Executivo americano não terá plena liberdade para fechar acordos comerciais, que poderão ser emendados pelo Congresso. Essa será uma dificuldade adicional às negociações na Alca. A Alca e o acordo entre o Mercosul e a União Européia caminham em paralelo, como reflexo da disputa entre EUA e Europa pelo mercado da América do Sul. “Se os europeus perceberem que a Alca está patinando, então eles também não terão pressa”, disse um negociador. Na sua avaliação, isso é ruim para o Brasil, porque o ideal é o acordo com a UE ser fechado em no máximo dois anos. Ao final desse prazo, o bloco europeu será ampliado com o ingresso de Estados do Leste do continente.