Depois de quase duas horas de caminhada pela Avenida Presidente Vargas, no centro do Rio de Janeiro, milhares de manifestantes chegaram à sede administrativa da prefeitura, na Cidade Nova. O prédio foi isolado pelo Regimento de Polícia Montada e pelo Batalhão de Ações com Cães, mas um grupo de manifestantes tentou furar o bloqueio, lançando morteiros e provocando a reação dos policiais.

Para dispersar o grupo, a polícia usou bombas de gás lacrimogênio e a cavalaria. Houve correria e a grande maioria se dispersou. No entanto, um pequeno grupo continua na frente do prédio. O Batalhão de Choque, que estava posicionado atrás da cavalaria, avançou contra os manifestantes. Dois carros blindados da corporação também estão sendo usados para afastar os manifestantes.

Pouco antes, um grupo havia passado pela rua, em direção à Cinelândia, gritando palavras de ordem contra o governador Sérgio Cabral e o prefeito Eduardo Paes, ambos do PMDB. “Não vai ter Copa”, gritavam também.

A Polícia Militar (PM) apreendeu com manifestantes sacos de bolas de gude que seriam atirados contra a cavalaria para que os cavalos derrapassem e caíssem. Os manifestantes usaram sacos de lixos, lixeiras de material inflamável e tapumes para fazer fogueiras na região da prefeitura e conter o avanço da Tropa de Choque da PM. Um carro de reportagem do SBT foi incendiado.

Além da barreira feita pelos policiais militares, o prédio da prefeitura foi cercado por grades desde o início da tarde, quando os funcionários foram liberados por causa do ponto facultativo decretado pelo prefeito Eduardo Paes em decorrência dos jogos da Copa das Confederações.

Por medida de segurança, o Túnel Rebouças, no sentido centro, e a Praça da Bandeira estão interditados. O Metrô Rio mantém fechada a Estação Cidade Nova, próxima à prefeitura.  Embora seja possível ver alguns vazios nas pistas da Avenida Presidente Vargas, manifestantes continuam ocupando toda a extensão da principal via do centro do Rio, que tem 3,5 quilômetros de extensão. No monumento à Zumbi dos Palmares, também na Avenida Presidente Vargas, grupos aproveitam o protesto para fazer apresentações de capoeira e danças afrodescendentes.

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