A Polícia Militar reprime a manifestação em Salvador com bombas de efeito moral e balas de borracha em diversos pontos do entorno da Arena Fonte Nova, onde às 19 horas começa a partida entre Nigéria e Uruguai, válida pela Copa das Confederações.

A manifestação começou pacífica, ainda antes das 14 horas – horário marcado para a concentração, na Praça do Campo Grande. A caminhada rumo à arena começou às 15h30, reunindo cerca de 15 mil pessoas.

Tudo corria em clima tranquilo até que o grupo que liderava a manifestação encontrou uma barreira policial, que marcava o perímetro de segurança para a partida, nas proximidades do Colégio Central, no bairro de Nazaré, no centro da cidade.

Houve pedidos de não violência por parte dos manifestantes, mas dois deles decidiram avançar sobre a barreira, por volta das 16h. Foi o estopim para a reação do Batalhão de Choque, que estava localizado pouco atrás da barreira. Os policiais lançaram as primeiras bombas de efeito moral sobre os manifestantes, que mudaram o trajeto.

 

Grupos menores se formaram e passaram a tentar invadir o perímetro de segurança por outras vias, iniciando um confronto com policiais alocados nas muitas barreiras em torno do estádio. Os manifestantes montaram barricadas com banheiros químicos e passaram a atirar pedras sobre os policiais, que revidaram e atiraram balas de borracha e bombas sobre os manifestantes.

 

Outro grupo passou a depredar lojas e pichar paredes na Avenida 7 de Setembro, que não contava com policiamento. Os estabelecimentos do local estavam fechados por causa do feriado decretado pelo prefeito ACM Neto. Um ponto de ônibus em Nazaré também foi depredado.

A Polícia Militar ainda não tem dados sobre feridos, mas a reportagem flagrou um homem e uma mulher sendo atendidos por equipes do Samu e um policial com sangue no rosto.

No início da noite, a Cavalaria da PM avançou sobre os manifestantes, em um dos acessos do Dique do Tororó, que fica ao lado do estádio, e o Batalhão de Choque seguia lançando bombas.