O ex-ministro e ex-dirigente do Partido dos Trabalhadores (PT) José Dirceu voltou a defender o aprofundamento das mudanças na política econômica, com foco na redução dos juros, e afirmou que espera que o PT possa, no próximo governo, dedicar-se à reforma do Estado.

"Temos que reconstruir a infra-estrutura do País e dar um salto tecnológico e educacional. Que uma constituinte cuide da reforma política. Que possamos integrar o Brasil na América do Sul e dar um salto criando um mercado interno e completando a industrialização do Brasil", afirmou neste domingo (2) o petista, durante o 3º Congresso Nacional do partido, segundo informações do site do PT.

Para o ex-ministro, a nova direção do PT, que será eleita em dezembro, deverá pensar em "bandeiras próprias", apoiar o governo Lula e também pensar no futuro. "Não vou ser dirigente do PT, mas vou continuar como cidadão trabalhando pelo Brasil e ajudando o PT", disse.

Em relação às resoluções do congresso, o ex-ministro afirmou que o partido promoveu "mudanças de renovação que foram importantes para ser governo em outro momento".

Para Dirceu, a militância petista deu mostras de solidariedade a ele durante o evento, que representariam o reconhecimento de que é acusado de forma injusta.

"A única coisa que fiz em toda minha vida foi servir o Brasil e lutar pelos direitos de todo brasileiro. Trabalho no setor privado como empresário, contra minha vontade, para sobreviver. Paixão, eu tenho pela política, pelo Brasil, pelo meu partido", afirmou.