São Paulo – Enquanto o presidente do TSE, Carlos Veloso, se preocupa com as regras das eleições do ano que vem, o clima de campanha definitivamente se instalou nos discursos da situação e da oposição. O relator do Orçamento da União para 2006, deputado Carlito Merss (PT-SC) disse ontem que a intenção do PSDB e do PFL não é derrubar o ministro da Fazenda, Antonio Palocci, mas destruir o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

"Eles vão sangrar o governo. A tática é clara porque a oposição sabe que, do ponto de vista eleitoral, 2006 será um embate duro", afirmou, logo após se reunir com empresários na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Para Merss, a oposição também não pretende descobrir nada nas comissões parlamentares de inquérito (CPIs) e tenta prorrogá-las para pôr em prática a estratégia do ministro da Propaganda da Alemanha nazista, Joseph Goebbels, de repetir uma mentira até que se acredite ser verdade.

O relator do Orçamento da União para 2006 rebateu as acusações de corrupção contra o PT, dizendo que nunca na história se combateu tanto a corrupção como na gestão Lula. "Infelizmente, a oposição quer voltar ao poder de qualquer jeito. Mas tem de aceitar que o País é uma república democrática e que ela só tomará o poder através das urnas", afirmou.

Merss avaliou como salutar a tensão dentro da administração federal provocada pelo debate sobre o superávit primário. Para ele, a postura da chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, é a de uma gerente preocupada com os investimentos.