Walter Alves
Mau tempo reduz eleitores.

Milhares de militantes petistas foram ontem às urnas em todo o Paraná. Até o início da noite, porém, o partido ainda não tinha estimativas de quantos dos 60 mil filiados paranaenses, distribuídos em 391 diretórios municipais, compareceram. A expectativa dos candidatos, entretanto, era que o clima de indignação em relação ao partido fizesse o comparecimento superar os 50%, podendo significar segundo turno.

O atual presidente no Estado, deputado estadual André Vargas, ligado ao Campo Majoritário, que tenta a reeleição, pensa diferente. ?Esperava comparecimento de 20 mil filiados, mas com a chuva, esse número deve ficar entre 16 e 18 mil?, arrisca. Mesmo assim, Vargas acredita na vitória no primeiro turno. ?60 a 70% dos votos nos grandes colégios, com exceção de Cascavel, estão sendo para mim?, diz.

Segundo turno

Já o deputado federal Florisvaldo Rosinha Fier, da tendência Democracia Socialista, acredita no segundo turno. ?O quórum mínimo (15%) deve ser alcançado. E, no segundo turno, a esquerda do partido tem chances reais de vitória?, avalia. Um dos principais opositores à atual direção, o deputado estadual Tadeu Veneri, também acredita que haverá segundo turno no Paraná, onde uma aliança pode derrotar o Campo Majoritário.

?É preciso consolidar nossas posições, pois vivemos uma crise coletiva que nos obriga a retomar o nosso projeto político?, afirma Veneri. O deputado é apoiado pelos movimentos sindicais e sociais. Os outros candidatos já avisaram que caso haja segundo turno, irão se aliar contra Vargas. Porém, como a contagem é manual, os petistas só saberão amanhã se terão ou não que ir novamente às urnas. Também concorrem à presidência regional o ex-prefeito de Maringá, João Ivo Caleffi, o vereador de Cascavel Adherbal Mello e o professor Alfeu Capelari.