Washington

– O desejo manifestado pelo ministro Luiz Gu-shiken de que os brasileiros se inspirem nas exibições de patriotismo dos Estados Unidos para celebrar o 7 de Setembro é menos surpreendente do que parece. A histórica propensão dos brasileiros a emular os americanos, que tem boa origem, pois nasceu na Inconfidência Mineira, costuma aumentar, ironicamente, nos períodos em que o País é governado por nacionalistas e estatistas com inclinações autoritárias. Nos anos 40s, sob a ditadura de Getúlio Vargas, o pai do nacionalismo brasileiro, o País se americanizou culturalmente. Trinta anos mais tarde, na gestão Médici, o Brasil adotou slogans dos EUA, como aquele que dizia “ame-o ou deixe-o”, para encobrir os desmandos que o governo então praticava. Foi na era Vargas que os brasileiros, em um país que se chamava “Estados Unidos do Brazil”, incorporaram gestos e símbolos americanos e tomaram gosto pela cultura popular dos EUA.