O músico Marcelo Yuka afirmou que continuará participando da organização não-governamental (ONG) Brigada Organizada de Cultura Ativista (Boca), voltada para a recuperação de detentos do cárcere da 52ª DP de Nova Iguaçu (Baixada Fluminense). No sábado (28), ele sofreu nova tentativa de assalto no bairro onde mora, na Tijuca, zona norte do Rio de Janeiro. “Não vou entrar nesta de parte da sociedade que confunde justiça com vingança. Quero justiça”, disse. O crime ocorreu em uma rua próxima ao local onde ele foi baleado em 2000, que o deixou paraplégico. No verão de 2005, Yuka já havia sido vítima, junto com outros motoristas, de um arrastão no bairro.

O músico contou que foi agredido com socos na barriga e na costela quando dois ladrões tentaram levar sem sucesso seu veículo adaptado. Yuka foi arrancado do banco e jogado no asfalto pelos criminosos. “Minhas duas pernas ficaram sob as rodas. Não conseguia me mexer. Após não conseguirem dar a partida no carro, um dos assaltantes voltou e me retirou dali. Só pensei que corria risco de morte depois”, disse ele, em coletiva de imprensa realizada hoje.

O músico registrou queixa na 19ª Delegacia de Polícia (DP) da Tijuca e será ouvido pelo delegado nesta segunda. Yuka negou que pretenda se mudar do bairro, cercado por 13 favelas. “Nunca tive problemas na minha rua, que é calma e bucólica. Onde vou achar um estúdio adaptado para cadeirantes como aqui?”, questionou o ex-baterista do Rappa, que prepara seu primeiro disco solo.