Porto Velho – Subiu para dez o número de presos mortos na rebelião do presídio Urso Branco, em Porto Velho, iniciada no domingo. Este é o número oficial admitido pela Secretaria da Segurança Pública de Rondônia que esperava pelo fim do motim ontem mesmo. Porém, no final do dia, os amotinados suspenderam as negociações. Um preso que conseguiu fugir dos rebelados contou à polícia que a estratégia é protelar o acordo o suficiente para terminar a escavação de túnel que permitiria a fuga em massa. A polícia cercou todo o presídio e começou a verificar se procede a denúncia.

Os amotinados alegaram que a rebelião seria mantida porque não poderiam indicar o novo diretor do Urso Branco e o governador de Rondônia, Ivo Cassol (PSDB), não assinou o documento oficializando o acordo que vinha sendo negociado. Durante o dia, autoridades chegaram a acreditar no fim da rebelião, já que a Secretaria da Segurança atendeu praticamente a todas as reivindicações dos presidiários, incluindo a demissão do diretor do presídio, Luiz Alves.

Desta vez, ao invés de esquartejar corpos, os amotinados faziam questão de exibir mais mortos. Três corpos continuam pendurados em uma caixa d?água, ocupada pelos amotinados. Outras 24 pessoas permaneciam amarradas e corriam o risco de serem assassinadas, segundo informações extraoficiais. “Os corpos que estavam na caixa d?água provavelmente são de presos mortos em dias anteriores”, afirmou Renato Eduardo de Souza, secretário-adjunto de Segurança Pública.

Perto de completar quatro dias de duração, a rebelião parecia ontem ter duas facções. Enquanto um grupo amotinado, em uma das duas caixa d?água, estendia uma bandeira branca, do outro lado demais detentos mostravam os corpos.