Manaus

(Das agências) – Pelo menos 12 detentos e um agente carcerário morreram ontem durante rebelião no Complexo Penitenciário Anísio Jobim, em Manaus (AM). O motim começou por volta das 6h. Seis agentes são mantidos reféns, e pelo menos cem policiais do Batalhão Especial de Ações Táticas e da tropa de choque estavam dentro do complexo no final da tarde de ontem. O número oficial de mortos foi confirmado somente à tarde pelo secretário estadual de Justiça e Cidadania, Félix Valois. Segundo ele, o líder da rebelião é Elgo Jobel, recém-transferido do Paraná e que seria ligado à organização criminosa paulista PCC (Primeiro Comando da Capital). Em busca de informações, cerca de 60 mulheres de presos estavam desde cedo na frente do presídio, que fica no km 8 da BR-174, a 30 km do centro de Manaus. Muitas se desesperaram quando, por volta das 15h30, vários carros da PM e do IML (Instituto Médico Legal) entraram no local. “É uma rebelião sangrenta. Ela teria sido motivada por uma revolta dos presos depois da morte de um detento na sexta-feira”, afirmou Valois, que tentava, ontem à tarde, estabelecer uma negociação com os rebelados. Os cerca de 400 presos se rebelaram durante a distribuição do café da manhã. A morte do detento André Pereira de Oliveira, 30, teria motivado a rebelião. Oliveira, segundo os presos, teria sido espancado até a morte por agentes penitenciários na manhã de sexta. Até o começo da tarde, apenas o corpo de Oliveira e do agente José Valente Gama tinham chegado ao IML. De acordo com o IML, Oliveira morreu devido a anemia aguda, hemorragia interna e laceração hepática.