Brasília – O governo deve encaminhar ao Congresso Nacional a proposta de emenda da reforma sindical logo após a eleição das mesas da Câmara e do Senado. A informação é do ministro do Trabalho, Ricardo Berzoini. A data provável para o projeto ser entregue aos novos presidentes das duas Casas é 2 de março. Para definir essa data, Berzoini chamou ontem ao seu gabinete os principais representantes dos trabalhadores, como os presidentes da CUT, Luiz Marinho, e da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva. Hoje será a vez dos representantes dos empresários.

O presidente da Força Sindical disse que vai ser marcada também uma audiência com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para tratar da tramitação da reforma. Essa audiência deve ocorrer por volta do dia 20 de fevereiro. Tanto Berzoini quanto os presidentes das duas centrais sindicais acreditam que será possível aprovar a reforma sindical este ano. A reforma trabalhista, segundo Paulo Pereira da Silva, só será enviada após a aprovação da reforma sindical."Precisamos de sindicatos fortes para poder tratar da reforma trabalhista", afirmou.

Paulo Pereira da Silva criticou a MP 232. Segundo ele, o governo aumentou o imposto da pessoa jurídica e isso não estava previsto nas negociações com as centrais sindicais para alterar a tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física. O presidente da Força Sindical disse que vai lutar no Congresso e na Justiça para derrubar essa parte da MP.