Brasília – O Conselho de Ética não deve encerrar o processo de investigação das denúncias contra o presidente do Senado, Renan Calheiros antes de 45 dias. A previsão é de um dos três relatores do caso Renato Casagrande (PSB-ES). "Esta é uma avaliação pessoal. Para concluir o relatório e o processo de votação no Conselho de Ética serão necessários, pelo menos, 45 dias", afirmou Casagrande, ao ressaltar que a tramitação da representação do P-SOL deve obedecer todos os prazos regimentais.

Em reunião nesta quinta-feira (5) com o presidente do conselho, Leomar Quintanilha (PDMB-TO), foi acertado o cronograma de trabalho da comissão. O senador Renan Calheiros e o P-SOL já foram comunicados para que enviem ao colegiado, até terça-feira (10), novos questionamentos sobre a investigação. Feito isso, Casagrande informou que deve ser dado um prazo de cinco dias para Renan Calheiros apresentar sua defesa.

A comissão estabeleceu que na próxima segunda-feira (9) será definido o pedido de novos documentos que os relatores consideram necessários para o aprofundamento da perícia. Os relatores (Renato Casagrande, Marisa Serrano (PSDB-MS) e Almeida Lima (PMDB-SE)) pretendem fazer um levantamento da evolução patrimonial de Calheiros entre 2002 e 2006.

Estes dados, segundo Casagrande, serão utilizados na comparação de execuções de obras feitas pela empresa Mendes Júnior com recursos orçamentários com base nos dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (Siafi) .

Renato Casagrande ressaltou que este material será utilizado somente após a conclusão das novas perícias da Polícia Federal, "se for necessário".

A expectativa da comissão é que a Polícia Federal conclua esta nova perícia em, no máximo, 20 dias.