O presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), reafirmou nesta terça-feira (21) que não se licenciará do cargo, apesar da pressão dos partidos de oposição, que continuam obstruindo a votação de matérias pelo plenário. "Eu não sairei, a saída seria compactuar com a mentira e a maledicência que fizeram em relação a mim", afirmou, em resposta ao discurso do líder do PSDB, Arthur Virgílio (AM), que, mais uma vez, pediu o seu afastamento do comando do Senado.

O tucano defendeu também agilidade no andamento do processo envolvendo Calheiros que, por sua vez, concordou. "Temos que acelerar, aguardar a perícia. Torço para que a perícia seja absolutamente técnica, para que seja mais um caminho de demonstrar toda a verdade". E completou: "Eu estou fazendo tudo com total dedicação, porque além de mim está exposta a instituição. Na medida em que fica dúvidas, isso atinge a instituição.