Renato Feder, secretário de Educação do Paraná, é o novo ministro da Educação, afirmam interlocutores ouvidos pela Gazeta do Povo. Após reunião em que foi sondado há duas semanas, Feder se encontrou novamente com o presidente Jair Bolsonaro quinta-feira (2) para substituir Carlos Alberto Decotelli, que não durou cinco dias no cargo por irregularidades em seu currículo acadêmico. A nomeação ainda não foi publicada no Diário Oficial da União.

Esta é a quarta troca na chefia da Educação em um ano e oito meses da gestão Bolsonaro. Decotelli deixou o cargo na última semana, após inconsistências em seu currículo tornarem insustentável sua permanência no posto. Ele sequer tomou posse. A nomeação de Feder foi antecipada pela revista Veja.

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Feder, paulista de 41 anos, é mestre em Economia pela Universidade de São Paulo (USP) e tem perfil empreendedor e liberal de mercado. Ele reúne bagagem no setor privado como executivo de empresa de tecnologia e, na educação, tem experiência com Educação de Jovens e Adultos (EJA).

Centrão

O paulista teria sido indicado ao cargo por parlamentares do Centrão e da comunidade empresarial. Até que a nomeação seja publicada no DOU, a pasta está sob responsabilidade do secretário-executivo do MEC, Antonio Paulo Vogel de Medeiros.

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O agora ministro chegou a se reunir com o presidente, no Palácio do Planalto, no último dia 23 de junho – quando já estava entre os principais cotados para a pasta. À época, interlocutores com trânsito no MEC apontaram, no entanto, que a idade de Feder e seu histórico de doação para a campanha de João Doria (PSDB), inimigo político de Bolsonaro, à prefeitura de São Paulo teriam pesado como fator negativo para a escolha.


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