O repórter Tim Lopes, assassinado por traficantes da favela da Vila Cruzeiro, era um dos principais jornalistas investigativos da TV Globo. No ano passado, ele foi um dos vencedores do prêmio Esso de Jornalismo com a reportagem “Feira de Drogas” que exibiu imagens de traficantes vendendo drogas nas favelas da Rocinha e da Mangueira, gravadas com uma microcâmera.

Tim Lopes começou sua carreira no jornal O Repórter e trabalhou na sucursal do Rio de Janeiro da Folha de S. Paulo, “O Dia”, “Jornal do Brasil” e “O Globo” e na revista “Placar”.

Tim Lopes desapareceu na noite de domingo depois de visitar a favela Vila do Cruzeiro pela quarta vez para levantar informações sobre bailes funk promovidos por traficantes.

Ele havia combinado um encontro com o motorista de uma cooperativa contratada pela Globo, mas não apareceu no horário marcado. A polícia só foi avisada no dia seguinte.

Uma depoimento concedido ao Disque-Denúncia dizia que o jornalista tinha sido flagrado com uma microcâmera e levado para a boca-de-fumo da Grota, no Morro do Alemão, onde teria sido torturado e morto. (ABr)

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