O presidente da Comissão de Ética da Câmara dos Deputados, Ricardo Izar, de 69 anos, foi enterrado neste sábado (3), às 15h15, no Cemitério do Araçá, na Capital. O velório do parlamentar, ocorrido na Assembléia Legislativa de São Paulo, reuniu autoridades, familiares e amigos e, de acordo com cálculos da Polícia Militar, reuniu cerca de 450 pessoas. Izar faleceu na sexta-feira (2) no Hospital do Coração (HCor), vítima de falência múltipla dos órgãos.

O presidente da Câmara dos Deputados, Arlindo Chinaglia (PT-SP), que compareceu ao velório na manhã deste sábado, disse que toda morte deixa saudades e, no caso de Ricardo Izar, também deixa um vazio no campo político, principalmente para todos que o acompanharam. "Na Câmara, ele fará falta. Além disso, o PTB perde alguém em posição importante (era presidente da Comissão de Ética)", emendou.

Algumas autoridades, com o prefeito da Capital, Gilberto Kassab (DEM), estiveram no velório no final da noite de sexta. Na madrugada, a Assembléia fechou o salão nobre onde o corpo estava sendo velado e reabriu o local às 7 horas deste sábado. O senador Romeu Tuma (PTB-SP), que compareceu na manhã deste sábado, disse: "O estresse permanente e as convulsões políticas e administrativas na Câmara e no Senado vão destruindo a pessoa aos poucos, não há quem agüente".

O pré-candidato do PSDB à Prefeitura da Capital, Geraldo Alckmin destacou o importante papel que Izar teve na presidência do Conselho de Ética da Câmara, conduzindo o processo que recomendou a cassação de 12 deputados por quebra de decoro parlamentar, no caso que ficou conhecido como o escândalo do mensalão. O deputado federal Paulo Maluf (PP-SP), disse que ele "foi um grande paulista, um grande brasileiro e um trabalhador exemplar".

O presidente do PTB, Roberto Jefferson, salientou que foi uma perda considerável para o seu partido e também para o Brasil. "Foi um grande administrador e um grande parlamentar, agia com serenidade". O ministro da Previdência, Luiz Marinho, comentou que ele e Izar estavam juntos no dia em que o deputado passou mal. Segundo o ministro, ele era "um batalhador pelos seus idéias e a política brasileira perde com esta morte". O governador de São Paulo, José Serra (PSDB), foi representado no velório pelo vice Alberto Goldman.