A redistribuição da malha aérea vai passar pelo aeroporto de São José dos Campos, no Vale do Paraíba, no Estado de São Paulo, a partir de agosto. O local que tem pista de 3 mil metros de cumprimento – o dobro da de Congonhas – mas está ocioso em 95%, deve começar a receber vôos fretados das companhias aéreas. "Hoje circulam por dia cem pessoas pelo aeroporto. Este número deve ser elevado para duas mil pessoas, no máximo", revela o superintendente da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero) na cidade, Fernando Manzoni.

A pista tem capacidade para receber quatro aviões de grande porte ao mesmo tempo. A Gol Linhas Aéreas, que antes do acidente com o Airbus na semana passada, já tinha programado um vôo diário para o Rio de Janeiro, a partir de São José dos Campos, se interessou em transferir algumas linhas charter para o Vale do Paraíba. "A maior preocupação é não transferir o desconforto. Não adianta tirar de Congonhas e não oferecer um serviço de qualidade. Por isso, estamos viabilizando a ampliação do terminal de passageiros, com mais assentos, mais banheiros e espaço para bagagens", disse Manzoni.

A TAM ainda não procurou a Infraero para falar sobre a possibilidade de usar o aeroporto de São José dos Campos. "Em outubro do ano passado procuramos todas as companhias. Visitamos todas, mostrando as características e vantagens do aeroporto de São José", disse o empresário José de Mello Correa, presidente da Comissão de Desenvolvimento do Aeroporto de São José dos Campos.