São Paulo – O principal líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), o economista João Pedro Stédile, mantém a esperança de que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpra a promessa, explicitada no Plano Nacional de Reforma Agrária, de assentar 410 mil famílias até o fim de seu mandato. Não só por causa dos seus compromissos históricos com a causa, mas também porque ficaria “desmoralizado” se não o fizesse. Stédile critica a política econômica do ministro da Fazenda, Antônio Palocci, que só serve para enriquecer mais os banqueiros; e que diz que as coisas só vão mudar com mobilização popular. “Se o governo Lula não tiver capacidade para fazer essa reforma, que é a mais simples das reformas capitalistas, para distribuir renda, cairá numa desmoralização total”.