Élza Fiúza / ABr
Élza Fiúza / ABr

Artur Virgílio (primeiro plano) votou contra, enquanto que Jereissati (fundo)
foi mais comedido.

A bancada de senadores do PSDB fechou na tarde desta terça-feira (6) posição contra a emenda que prorroga até 2011 a vigência da Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira (CPMF). Dos 13 senadores do partido, nove optaram pelo encerramento já das negociações com o governo e decidiram que votarão contra a emenda no plenário do Senado.

Os quatro votos favoráveis ao governo foram dados sob a alegação de que o partido deveria esticar a negociação. Nessa linha se pronunciaram os senadores Tasso Jereissati (CE), presidente nacional do partido, o senador Sérgio Guerra (PE), que assumirá o comando o partido no final do mês, e os senadores Eduardo Azeredo (MG) e Lúcia Vânia (GO).

"Encerrou (a negociação). Acabou, e não tem mais conversa. Votamos contra", afirmou o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) ao sair do gabinete de Jereissati. Ao final da reunião, a cúpula do PSDB decidiu comunicar sua decisão aos governadores do partido. O líder da bancada, senador Arthur Virgílio (AM), telefonou para o governador de Minas Gerais, Aécio Neves, e o senador Jereissati deixou recado para o governador de São Paulo, José Serra, com o qual não conseguiu falar.