Os funcionários administrativos da Polícia Federal iniciaram nesta terça, em todo o País, paralisação de 72 horas para reivindicar o cumprimento do acordo salarial firmado com a categoria pelo governo federal, em 2006. O acordo previa a estruturação da carreira dos funcionários da Polícia Federal para os servidores administrativos e o pagamento de reajuste salarial para as categorias policiais da PF, como delegados, peritos, agentes e papilocopistas, que ainda não foi concedido.

O diretor do Sindicato Nacional dos Servidores do Plano Especial de Cargos da Polícia Federal em São Paulo, Valdomiro Aparecido da Silva, disse em entrevista à Rádio Eldorado que a paralisação não deverá afetar os serviços prestados ao público em São Paulo, como, por exemplo, a emissão de passaportes. As senhas para o atendimento foram distribuídas normalmente esta manhã. "Aqui em São Paulo, essa greve não vai afetar o público porque aqui a emissão de passaportes é feita por funcionários que vieram de outros Estados para reforçar o trabalho e não podem participar do movimento, além de diversos empregados terceirizados, igualmente impedidos de parar".

Valdomiro reafirmou que não só a emissão de passaporte como também outros serviços não deixarão de ser prestados em São Paulo durante a paralisação. No entanto, advertiu, o mesmo não dá para dizer em relação a outros Estados. "Os serviços prestados pelos funcionários administrativos em outros Estados, que são muitos, serão prejudicados. Entre eles, estão a emissão de passaporte, serviços de imigração, fiscalização de empresas de vigilância bancária, serviços internos em geral da PF, andamento de algumas operações e andamento de inquéritos. Tudo isso ficará prejudicado".