Brasília – Os servidores das universidades federais, em greve há 36 dias, garantiram a implementação do plano de saúde da categoria ainda neste ano. O acordo foi feito nesta segunda-feira (2), durante reunião entre representantes da Federação de Sindicatos de Trabalhadores de Universidades Brasileiras (Fasubra) e o secretário de Recursos Humanos do Ministério do Planejamento, Duvanier Ferreira.

Além de recursos para o plano de saúde, o governo concordou em não considerar o Vencimento Básico Complementar (VBC) como parte dos reajustes salariais de agora em diante. O coordenador geral da Fasubra, Luís Antonio Silva disse que a medida representa um ganho da categoria, porque vai garantir aumento efetivo dos salários. ?Desde 2004, cada aumento na tabela salarial era retirado do VBC e reajustado no vencimento principal, ou seja, a remuneração ficava a mesma, congelada?, explicou.

Silva informou que, apesar dos avanços, a greve vai continuar e não há previsão para o fim da paralisação, que segundo ele já conta com apoio de 99% da categoria: ?Segue a greve, segue o debate, ainda há barreiras a serem superadas?.

Desde o início da paralisação, 46 das 47 universidades federais representadas pela Fasubra aderiram à greve. Os servidores técnico-administrativos querem recursos para revisão da tabela de vencimentos e equiparação do piso salarial com o dos demais servidores do Poder Executivo. Atualmente, o piso é de R$ 700 e os salários mais altos atingem R$ 2.600.

Não foi definida data para a próxima rodada de negociação entre os servidores das universidades e o Ministério do Planejamento.