Foto: Agência Senado
Pedro Simon: ?Se ele renunciar vou felicitá-lo?.

O senador Pedro Simon (PMDB-RS) deu prazo até ontem para Ney Suassuna (PB), denunciado ontem pela CPMI dos Sanguessugas, deixar o posto de líder do partido no Senado. Caso contrário, Simon disse que fará um discurso no plenário pedindo que Suassuna se afaste do partido, para não continuar constrangendo seus filiados. Para Simon, o fato de estar enquadrado na lista de parlamentares ameaçados de perder o mandato é motivo de sobra para Suassuna renunciar à liderança. ?Com a divulgação do relatório da CPI, ele perdeu as condições de continuar no cargo?, disse.

Simon disse ter esperança de que não terá de pedir o afastamento do colega: ?Peço a Deus que ele faça por conta própria?. Simon frisou que o afastamento do posto de líder não significará o reconhecimento da culpa. ?Será um gesto de grandeza, de quem dispõe de condições para se defender?, afirmou. ?Se ele renunciar vou felicitá-lo, darei um abraço nele?.

Simon lembrou que já há alguns dias vem insistindo na necessidade de ele deixar o partido e até agora não adiantou nada. ?Ele não falou nada e eu não insisti?, contou. No seu entender, o procedimento de Suassuna é questionável desde que indicou os membros da CPMI dos Sanguessugas encarregados de analisar denúncias existentes contra ele e outros parlamentares. Lembrou que o fato chegou a lançar suspeitas, não confirmadas, sobre a atitude do senador Amir Lando, relator da comissão.