São Paulo – A crise aérea no país ainda deve se estender por cerca de oito meses. A previsão é do diretor do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Carlos Camacho. Em entrevista à Agência Brasil, o diretor elogiou as medidas tomadas pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) para evitar problemas nos aeroportos no período de alta temporada – que inclui as férias escolares e as comemorações de Natal, ano-novo e carnaval.

Camacho disse, no entanto, discordar da opinião da presidente da Anac, Solange Vieira, de que a crise aérea tenha chegado ao fim.

?Eu não acredito no fim do caos aéreo não. Acredito que ele vai se estender por algum tempo, pois há medidas que demandam mais tempo. Ainda teremos problemas no setor num espaço de seis ou oito meses. Mas não o volume de problemas que tivemos no passado?, avaliou.

Segundo ele, entre os problemas que exigem mais tempo para serem solucionados está a falta de controladores do tráfego aéreo. ?Ainda temos a necessidade de muitos controladores. Muitos deles deixaram a atividade e foram para a iniciativa privada. Isso está criando um buraco, um déficit no setor?, afirmou Camacho.

Dos 668 vôos programados para decolar entre meia-noite e 11h desta terça-feira (1º), 135 foram cancelados, o que representa 20,2% do total, de acordo com balanço da Empresa Brasileira de Infra-Estrutura Aeroportuária (Infraero). Sete vôos tiveram atrasos superiores a uma hora, 1% do total previsto.