Brasília – A Polícia Federal pediu à Justiça Federal a prisão preventiva de alguns acusados de integrar a Máfia do Sangue que já foram libertados. A informação é da assessoria de imprensa da Polícia Federal, que não informou, porém, quantos suspeitos o pedido abrange. Segundo a assessoria, a solicitação foi feita anteontem à Justiça.

Ainda ontem, o procurador da República Gustavo Pessanha Velloso recorreu da decisão da 10.ª Vara da Justiça Federal, de pôr em liberdade os envolvidos na quadrilha que fraudava concorrências no Ministério da Saúde, presos pela Operação Vampiro, da Polícia Federal. Pessanha baseou o novo pedido de prisão preventiva contra os acusados nos princípios de “garantia da ordem pública e conveniência de instrução penal”.

De acordo com a Polícia Federal, o prazo máximo de dez dias para a prisão temporária dos empresários Lourenço Rommel Peixoto e Jaisler Jabour de Alvarenga terminou à meia-noite de ontem. Eles são os únicos envolvidos do esquema de fraudes em licitações para a compra de medicamentos pelo Ministério da Saúde que continuam presos. As irregularidades teriam causado aos cofres públicos prejuízo de cerca de R$ 2 bilhões.

Fora

Desde que a Operação Vampiro foi deflagrada pela Polícia Federal, há quase duas semanas, 17 pessoas foram detidas. Destas, 15 já deixaram a carceragem da Polícia Federal. Anteontem, saiu da cadeia o empresário Marcos Chaim, que foi solto porque esgotou o prazo de cinco dias da prisão temporária.

Na madrugada do sábado passado (29), outros 11 integrantes da Máfia do Sangue foram libertados, depois de dez dias detidos, uma vez que o juiz Cloves Siqueira negou pedido da Polícia Federal e do Ministério Público Federal para que a prisão temporária do grupo fosse transformada em preventiva.