Brasília

– O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu ontem, por unanimidade, abrir processo criminal contra o senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). A decisão acatou denúncia do Ministério Público Federal, que acusou ACM de cometer injúria contra o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). De acordo com a denúncia, em maio de 2002, o senador do PFL da Bahia ofendeu a honra de Geddel numa entrevista.

“Ney Suassuna (senador do PMDB da Paraíba), Padilha (Eliseu Padilha, do PMDB do Rio Grande do Sul), Jader Barbalho (deputado do PMDB do Pará), Geddel. Essa gente só vive para tomar dinheiro como se fosse para prefeituras e ficar com uma parte!”, disse ACM. Dias depois, o senador do PFL voltou a atacar o deputado do PMDB da Bahia: “Voltarei ao Senado para botar os ladrões, que ainda estão lá, na cadeia. Assim são os geddéis da vida e aqueles que o acompanham. Eles roubam o povo sem que o povo sinta, pois roubam do orçamento. Enchem os bolsos e deixam o bolso do povo vazio.” Como não era senador na época, ACM foi denunciado em agosto de 2002 na Justiça Federal da Bahia. Com a posse, a competência para analisar o caso passou para o STF, que é o tribunal responsável por acompanhar inquéritos e ações penais contra parlamentares.

Provas

ACM disse que a decisão do Supremo representa apenas a abertura de processo no qual pretende apresentar provas contra o deputado Geddel Vieira Lima (PMDB-BA). “Vou provar tudo”, disse o senador. ACM afirmou que não gostaria de envolver o senador Ney Suassuna (PMDB- PB) com quem, atualmente, mantém relações de amizade.